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CTV e Medicus Mundi publicam estudo descritivo e transversal sobre meio ambiente e mineração artesanal
Decorreu no início do mês de Junho na Província de Cabo Delgado, o lançamento do estudo descritivo e transversal sobre meio ambiente e mineração artesanal em três distritos de Cabo Delgado: Ancuabe, Montepuez e Namuno. O referido estudo foi realizado em 2017 como parte das etapas preliminares de pesquisa de uma intervenção financiada pela União Europeia e implementada pelo consorcio Medicus Mundi e Centro Terra Viva em Cabo Delgado e foi desenvolvido por uma equipe de consultores internacionais em colaboração com parceiros nacionais.

O evento contou com a participação de vinte e nove convidados, provenientes de instituições publicas, academias, organizações da sociedade civil e órgãos de comunicação social, sendo 22 homens e 7 mulheres. Durante a apresentação do estudo, o Dr Mussa Manuel Aly, Coordenador do Núcleo de Investigação Operacional de Pemba (NIOP), uma das entidades parceiras do projeto, apresentou os objetivos, os métodos, os resultados e por fim as conclusões e respectivas recomendações.

Na sua apresentação, referiu que o estudo visava mapear as áreas de mineração artesanal nos três distritos de actuação do projeto e que se destinava a obter informações transversais que sirvam de base para um melhor conhecimento deste sector de actividade. Dos dados e informações colhidas constatou-se por exemplo que as distâncias entre os locais de mineração e a unidade sanitária eram longas, mais de 10 km e que a maior taxa de analfabetismo no campo se regista entre as mulheres e jovens. Permitiu atestar ainda que na actividade de mineração artesanal é comum observar o trabalho infantil, que existem vários riscos para os mineiros artesanais e as suas famílias e que nenhuma informação sobre o impacto ambiental resultante da actividade de mineração estava disponível aquando da pesquisa.

Em relação as conclusões, o orador salientou que a mineração artesanal de rubi, granada, corundo e ouro tornou-se um dos meios mais importante para garantir receitas monetárias. Apesar dos garimpeiros terem conhecimento dos riscos e perigos desta actividade, continuam a realizar esta actividades para garantir o sustento das suas famílias pois não encontram meios alternativos de subsistência.

De entre várias recomendações, o estudo saliente que devem ser realizadas intervenções para a redução dos riscos profissionais dos garimpeiros artesanais e procurar maior colaboração com outras Direções Provinciais (Saúde, Trabalho e Recursos Minerais e Energia).

Para ter acesso a estudo, através do link:
http://www.ctv.org.mz/publicacoesano.php?ano=2019&area=Terras%20e%20Recursos%20Naturais




Notícia Por: Renato Uane e Manuela Wing

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