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Reunião anual do FGLG (Forest Governance Learning Group)

A Reunião acolherá alguns dos melhores especialistas florestais da Inglaterra, da África do Sul, Burkina Faso, Malawi, da Tanzânia, da África do Sul, do Uganda, dos Camarões, do Niger, do Gana, da Índia, da Indonésia e do Vietname"

Data: 1ª semana se Dezembro

Local: Vila da Namaacha

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CTV colabora na Implementação do Programa de Conservação de Tartarugas Marinhas.

O Centro Terra Viva (CTV) em parceria com o Fundo Mundial para a Natureza (WWF) em Moçambique, iniciou um programa de conservação, monitoria e marcação de tartarugas marinhas ao longo de quase toda a linha costeira.
 
A iniciativa enquadra-se nos esforços conjuntos de implementação da Estratégia Nacional para a Conservação de Tartarugas Marinhas em Moçambique, que envolve diversas instituições, entre governamentais e não governamentais.

O programa a ser implementado nos distritos de Matutuine, Ilha da Inhaca, Marracuene, Macia, Zavala, Vilanculo, Inhassoro, Angoche, Pebane e Quissanga, prevê a capacitação de pescadores artesanais, fiscais e agentes comunitários em técnicas de monitoria e marcação de tartarugas marinhas.

Compreende ainda a consciencialização das comunidades locais, particularmente de crianças em idade escolar, sobre a importância das tartarugas marinhas na manutenção do equilíbrio ecológico dos ecossistemas costeiros e marinhos.

Como acção complementar, será distribuído diverso material de educação cívica, incluindo placas e letreiros, chamando a atenção do público, sobre a ocorrência de tartarugas marinhas, nas zonas abrangidas pelo programa.

No âmbito desta iniciativa, será criada uma base de dados, a partir de informações referentes à captura ilegal ou acidental, desova, número de ninhos e de crias, locais de nidificação e outras, julgadas relevantes para a conservação das tartarugas marinhas, a serem fornecidas pelos fiscais e agentes comunitários.

Em Moçambique ocorrem cinco das sete espécies de tartarugas marinhas, a saber, tartaruga coriácea – Dermochelys coriácea, tartaruga cabeçuda – Caretta caretta, tartaruga olivácea – Lepidochelys olivacea, tartaruga bico-de-falcão – Eretmochelys imbricata e por último tartaruga verde – Chelonia mydas.

Todas estas espécies de tartarugas marinhas estão protegidas por diversa legislação nacional, que proíbe a caça, apanha ou destruição dos seus ovos e a perturbação dos ecossistemas e habitats onde elas ocorrem e se desenvolvem.

Contudo, a captura ilegal e colecta de ovos de tartarugas marinhas afiguram-se como principais ameaças que incidem sobre estes animais no país. Algumas comunidades capturam tartarugas marinhas para o consumo e aproveitam a sua carapaça para a produção de diversos artigos de artesanato.

Outra grande ameaça provém da pesca artesanal, industrial e semi-industrial. Acidentalmente, durante a faina, as tartarugas marinhas são capturadas e na maioria dos casos, não são devolvidas ao seu habitat, pelos pescadores.

As redes de pesca abandonadas no mar, também aprisionam-nas enquanto que os sacos de plástico, lançados neste ecossistema, podem as levar à morte por asfixia, quando os confundem com um dos seus alimentos predilectos, as alforrecas.  

A condução na praia, igualmente põe em perigo as tartarugas marinhas, durante a desova. Esta prática constitui um crime punido, nos termos da lei, com a multa de 20 mil meticais, conforme estabelece o artigo 54 do Regulamento sobre a Prevenção da Poluição e Protecção do Ambiente Marinho e Costeiro.


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